Povir | Maio de 2026
Artigo publicado no Porvir destaca que o uso da inteligência artificial na educação exige orientação crítica e ética, e não restrição, reforçando o papel da escola na formação de pensamento.
Com o avanço da inteligência artificial, cresce também o debate sobre o seu papel na educação. Proibir ou ensinar a usar?
Em artigo publicado pelo portal Porvir, a professora Débora Garofalo propõe um caminho mais consistente: mais do que restringir o uso da tecnologia, é fundamental orientar os estudantes a utilizá-la de forma crítica, ética e responsável.
A reflexão parte de um ponto central: ferramentas de inteligência artificial já fazem parte do cotidiano e tendem a se tornar cada vez mais presentes. Diante disso, o desafio da escola não é afastar os alunos dessas tecnologias, mas prepará-los para compreendê-las e utilizá-las com consciência.
Nesse cenário, a escrita e o pensamento ganham ainda mais relevância. Aprender deixa de ser apenas absorver informações e passa a ser interpretar, questionar e construir sentido.
A abordagem apresentada no artigo dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pelo Projeto Inteligência Social – OBA nas Escolas, da ONG Banco de Alimentos.
Por meio de conteúdos, vivências e programas de sustentabilidade, o projeto busca levar conhecimento e reflexões que incentivem os alunos a pensar sobre os desafios do mundo atual e a desenvolver soluções com base na consciência social, no protagonismo e na cidadania.
Essa prática está alinhada ao conceito de Inteligência Social, que propõe o uso da inteligência humana não apenas para o desenvolvimento individual, mas também para o bem coletivo, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
Diante desse contexto, surge uma oportunidade importante: integrar o potencial da Inteligência Artificial com a consciência da Inteligência Social.
Quando bem orientadas, essas duas forças podem ampliar o impacto da educação e fortalecer a formação de cidadãos mais críticos, responsáveis e preparados para transformar a realidade.

